A luxação acromioclavicular, popularmente descrita como "separação do ombro", ocorre quando há lesão dos ligamentos que unem a extremidade da clavícula ao acrômio, geralmente após uma queda com impacto direto sobre o ombro. A Dra. Franciele Bernardo de Souza, ortopedista especialista em ombro e cotovelo com formação em Traumatologia do Esporte, em Pinheiros, São Paulo, explica nesta página como essa lesão é classificada e tratada.

O que é a articulação acromioclavicular

A articulação acromioclavicular conecta a extremidade externa da clavícula ao acrômio, uma projeção óssea da escápula. Essa articulação é estabilizada por ligamentos específicos, que podem ser parcialmente ou totalmente rompidos em traumas com impacto direto sobre o ombro, comuns em quedas de bicicleta, motocicleta e esportes de contato.

Graus da lesão

A classificação da luxação acromioclavicular orienta diretamente a decisão terapêutica:

  • Graus I e II: lesões parciais dos ligamentos, sem deslocamento significativo, tratadas de forma conservadora na grande maioria dos casos.
  • Grau III: ruptura completa dos ligamentos, com deformidade visível moderada; a decisão entre tratamento conservador e cirúrgico é individualizada.
  • Graus IV, V e VI: lesões mais graves, com deslocamento significativo da clavícula, geralmente com indicação cirúrgica.

Sintomas

  • Dor localizada na parte superior do ombro, próxima à extremidade da clavícula.
  • Deformidade visível, em graus mais avançados, com proeminência óssea na região.
  • Dificuldade para levantar o braço ou cruzar o corpo com o membro afetado.
  • Dor ao toque direto na região da articulação lesionada.

Quando se preocupar: sinais de alerta

Após uma queda com impacto direto no ombro, dor intensa associada a deformidade visível na região da clavícula exige avaliação médica imediata para classificar corretamente o grau da lesão e definir o tratamento mais adequado o quanto antes.

Diagnóstico e investigação clínica aprofundada

  • Mecanismo do trauma: forma e intensidade do impacto, fundamentais para entender a gravidade potencial da lesão.
  • Exame físico: avaliação da deformidade, dor à palpação e estabilidade da articulação.
  • Radiografias específicas, muitas vezes comparativas com o lado saudável, para classificar corretamente o grau da lesão.
  • Impacto funcional e estético: discussão aberta sobre as expectativas do paciente em relação à aparência e à função do ombro, já que isso influencia a decisão em lesões de grau III.
  • Prática esportiva: atletas que dependem de força e estabilidade do ombro podem ter indicação cirúrgica mais precoce mesmo em graus intermediários.

Tratamento

  • Tratamento conservador: tipoia por período limitado, controle da dor e fisioterapia progressiva, indicado na maioria das lesões de graus I, II e em parte dos casos de grau III.
  • Tratamento cirúrgico: reconstrução ligamentar, indicada em lesões de graus mais avançados ou em casos de grau III com alta demanda funcional ou insatisfação com a deformidade.

Limitação importante: mesmo com tratamento conservador bem-sucedido, uma pequena deformidade residual costuma permanecer visível, sem necessariamente comprometer a função do ombro, o que deve ser explicado com clareza ao paciente antes da decisão terapêutica.

Quando procurar um ortopedista em São Paulo

Pacientes de Pinheiros e de outras regiões de São Paulo que sofreram uma queda com impacto direto no ombro e notaram deformidade ou dor localizada na região da clavícula devem procurar avaliação especializada rapidamente para classificação correta da lesão.

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Perguntas frequentes

Toda luxação acromioclavicular deixa um "caroço" visível no ombro?

Em lesões de maior grau, é comum uma proeminência óssea visível na extremidade da clavícula, que pode ou não ser tratada cirurgicamente dependendo do impacto funcional e das expectativas do paciente, já que a alteração estética isolada nem sempre exige cirurgia.

Este conteúdo substitui uma consulta médica?

Não. O conteúdo desta página tem finalidade educativa e não substitui exame físico, análise individualizada de exames de imagem ou definição de plano terapêutico por um médico.

Por que o diagnóstico de ombro e cotovelo precisa ser individualizado?

Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, e o mesmo achado em exame de imagem pode exigir condutas distintas conforme idade, nível de atividade e histórico do paciente. Por isso a avaliação clínica completa é indispensável.

Toda dor no ombro ou no cotovelo precisa de cirurgia?

Não. A maior parte das condições do ombro e do cotovelo responde bem ao tratamento conservador, com fisioterapia, medicação e, quando indicado, infiltrações. A cirurgia é reservada para casos específicos, definidos após avaliação criteriosa.

Como faço para agendar uma consulta com a Dra. Franciele Bernardo de Souza?

O agendamento é feito por telefone ou WhatsApp, no número (11) 93736-1885. Sempre que possível, leve exames de imagem anteriores para agilizar a avaliação na primeira consulta.

O atendimento substitui pronto-socorro?

Não. As informações deste site e o atendimento em consultório não substituem avaliação de urgência ou emergência em casos de trauma agudo, deformidade visível ou perda súbita de força e sensibilidade no braço.

O consultório da Dra. Franciele atende por convênio?

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Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.