Fraturas e lesões tendíneas de maior complexidade exigem experiência tanto no manejo agudo, muitas vezes em contexto de urgência, quanto no acompanhamento a longo prazo, quando complicações ou sequelas se tornam crônicas. A Dra. Franciele Bernardo de Souza, ortopedista com consultório em Pinheiros, São Paulo, e integrante da equipe médica de Ortopedia do serviço de urgência do Hospital Israelita Albert Einstein, explica nesta página os tipos mais comuns dessas fraturas e quando a cirurgia é necessária.
Fraturas mais comuns do ombro e cotovelo
- Fratura da extremidade proximal do úmero, comum em quedas, especialmente em pacientes com osteoporose.
- Fratura da clavícula, frequente em acidentes de trânsito e quedas com impacto direto no ombro.
- Fraturas do olécrano e da cabeça do rádio, no cotovelo, geralmente associadas a quedas com o braço estendido.
Lesões tendíneas complexas
Incluem rupturas extensas do manguito rotador, lesões do tendão distal do bíceps e lesões combinadas, quando uma fratura está associada a lesão de partes moles, exigindo planejamento cirúrgico detalhado para restaurar tanto a estrutura óssea quanto a função tendínea.
Quando se preocupar: sinais de alerta e urgência
Deformidade visível na articulação após queda ou trauma, incapacidade total de mover o braço ou o cotovelo, dor intensa associada a inchaço importante e progressivo, ou formigamento e perda de força na mão após um trauma, o que pode indicar comprometimento nervoso, exigem atendimento imediato em pronto-socorro, sem aguardar agendamento eletivo.
Diagnóstico e investigação clínica aprofundada
- Histórico do trauma: mecanismo da lesão, posição do braço no momento do impacto e energia envolvida (queda simples, acidente de trânsito, esporte de contato).
- Exames de imagem: radiografias na avaliação inicial, complementadas por tomografia computadorizada nos casos de fraturas mais complexas que exigem planejamento cirúrgico tridimensional, e ressonância magnética quando há suspeita de lesão associada de partes moles.
- Fatores ósseos e metabólicos: osteoporose e outras condições que fragilizam o osso influenciam diretamente o tipo de fixação cirúrgica escolhida e o risco de nova fratura.
- Avaliação neurológica e vascular: exame da sensibilidade, força e perfusão do membro é essencial para descartar comprometimento de nervos e vasos associados à fratura.
- Impacto funcional e emocional: fraturas geram afastamento súbito de atividades, o que pode causar ansiedade e frustração; explicar o prognóstico com clareza ajuda o paciente a lidar melhor com o processo de recuperação.
- Uso de medicamentos: anticoagulantes e outros medicamentos de uso contínuo precisam ser informados ao médico antes de qualquer decisão cirúrgica, pois influenciam o planejamento anestésico e cirúrgico.
- Reabilitação futura: o planejamento cirúrgico já considera, desde o início, a estratégia de reabilitação necessária para restaurar a função da articulação.
Tratamento
O manejo depende do tipo, do desvio e da complexidade da fratura, além das condições clínicas e funcionais prévias do paciente:
- Tratamento conservador: imobilização e acompanhamento radiográfico seriado, indicado em fraturas estáveis e sem desvio significativo.
- Tratamento cirúrgico: fixação com placas, parafusos ou hastes, indicado em fraturas desviadas, instáveis ou que comprometem a função articular se tratadas de forma conservadora.
Limitação importante: imobilizar uma fratura instável sem indicação cirúrgica adequada pode levar à consolidação em posição inadequada, comprometendo a função da articulação a longo prazo. A Dra. Franciele Bernardo de Souza possui ampla experiência no manejo de fraturas do ombro e do cotovelo e de lesões tendíneas complexas, adquirida em casos agudos e crônicos ao longo de sua formação e atuação em instituições de referência como a UFU, a UNIFESP e o Hospital Israelita Albert Einstein.
Da urgência ao acompanhamento ambulatorial
O atendimento de uma fratura ou lesão tendínea complexa costuma começar em ambiente de urgência, onde é feito o diagnóstico inicial, o controle da dor e a decisão sobre a necessidade de cirurgia imediata. Após essa fase aguda, a continuidade do cuidado em consultório é essencial para acompanhar a consolidação óssea, ajustar o programa de fisioterapia e identificar precocemente complicações como rigidez articular ou consolidação inadequada. Essa transição organizada entre a urgência e o acompanhamento ambulatorial é o que garante um resultado funcional mais previsível a longo prazo.
Recuperação a longo prazo após fraturas
Mesmo após a consolidação óssea, algumas fraturas do ombro e do cotovelo deixam sequelas funcionais, como rigidez articular residual ou perda parcial de força, especialmente quando envolvem a superfície articular. O acompanhamento a longo prazo permite identificar essas limitações precocemente e indicar intervenções complementares, como fisioterapia intensiva ou, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos adicionais para liberação de aderências ou correção de consolidações inadequadas.
Quando procurar um ortopedista em São Paulo
Após o atendimento inicial de urgência em caso de fratura, pacientes de Pinheiros e de outras regiões de São Paulo devem procurar um ortopedista especialista em ombro e cotovelo para definir o tratamento definitivo e o plano de reabilitação, especialmente em fraturas que exigem seguimento próximo.
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Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Toda fratura do ombro ou do cotovelo precisa de cirurgia?
Não. Fraturas estáveis e sem desvio significativo costumam ser tratadas com imobilização e acompanhamento radiográfico. A cirurgia é indicada em fraturas desviadas, instáveis ou que comprometem a função articular se tratadas de forma conservadora.
Este conteúdo substitui uma consulta médica?
Não. O conteúdo desta página tem finalidade educativa e não substitui exame físico, análise individualizada de exames de imagem ou definição de plano terapêutico por um médico.
Por que o diagnóstico de ombro e cotovelo precisa ser individualizado?
Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, e o mesmo achado em exame de imagem pode exigir condutas distintas conforme idade, nível de atividade e histórico do paciente. Por isso a avaliação clínica completa é indispensável.
Toda dor no ombro ou no cotovelo precisa de cirurgia?
Não. A maior parte das condições do ombro e do cotovelo responde bem ao tratamento conservador, com fisioterapia, medicação e, quando indicado, infiltrações. A cirurgia é reservada para casos específicos, definidos após avaliação criteriosa.
Como faço para agendar uma consulta com a Dra. Franciele Bernardo de Souza?
O agendamento é feito por telefone ou WhatsApp, no número (11) 93736-1885. Sempre que possível, leve exames de imagem anteriores para agilizar a avaliação na primeira consulta.
O atendimento substitui pronto-socorro?
Não. As informações deste site e o atendimento em consultório não substituem avaliação de urgência ou emergência em casos de trauma agudo, deformidade visível ou perda súbita de força e sensibilidade no braço.
O consultório da Dra. Franciele atende por convênio?
O atendimento em consultório é particular. Para mais detalhes sobre valores e formas de pagamento, entre em contato diretamente pelo WhatsApp.
Fontes e referências
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.
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