A artrose é uma condição degenerativa que compromete a cartilagem articular, causando dor, rigidez e limitação funcional progressiva. Embora seja mais associada ao joelho e ao quadril, também afeta o ombro e, com menor frequência, o cotovelo. A Dra. Franciele Bernardo de Souza, ortopedista especialista em ombro e cotovelo em Pinheiros, São Paulo, explica nesta página como a artrose dessas articulações é diagnosticada e em que estágio a artroplastia, ou prótese, passa a ser considerada.

O que caracteriza a artrose articular

A cartilagem que reveste as extremidades ósseas dentro da articulação se desgasta progressivamente, reduzindo o amortecimento natural entre os ossos. Esse processo pode ser primário, relacionado ao envelhecimento e à sobrecarga acumulada ao longo da vida, ou secundário, decorrente de traumas prévios, luxações de repetição ou rupturas extensas e não tratadas do manguito rotador.

Sintomas

  • Dor profunda na articulação, que piora com o movimento e melhora parcialmente com repouso.
  • Rigidez matinal ou após períodos de inatividade.
  • Redução progressiva da amplitude de movimento.
  • Crepitação (sensação de atrito) durante a movimentação da articulação.
  • Em fases avançadas, dor mesmo em repouso e impacto significativo nas atividades diárias.

Quando se preocupar: sinais de alerta

Rigidez que impede atividades básicas como pentear o cabelo ou vestir uma roupa, dor que passa a acordar o paciente durante a noite, ou perda progressiva de movimento ao longo de poucos meses são sinais de que a artrose pode estar em fase mais avançada e merece reavaliação da estratégia terapêutica em curso.

Diagnóstico e investigação clínica aprofundada

  • Histórico clínico: traumas prévios, luxações de repetição ou lesões antigas do manguito rotador que possam ter acelerado a degeneração articular.
  • Exames de imagem: radiografias simples costumam ser suficientes para identificar sinais característicos, como redução do espaço articular e formação de osteófitos; a ressonância magnética auxilia na avaliação de lesões de partes moles associadas.
  • Fatores metabólicos: obesidade, diabetes e doenças inflamatórias sistêmicas podem acelerar a degeneração articular e influenciam o planejamento terapêutico.
  • Impacto no sono e na saúde mental: dor crônica progressiva está associada a distúrbios do sono, ansiedade e frustração pela perda de autonomia; reconhecer esse impacto ajuda a construir um plano de cuidado mais completo.
  • Uso de medicamentos: analgésicos e anti-inflamatórios usados de forma contínua e sem acompanhamento médico podem causar efeitos adversos importantes, sem alterar o curso da degeneração articular.
  • Estilo de vida e demanda funcional: nível de atividade física, profissão e expectativas de retorno funcional são fundamentais para calibrar o momento certo de cada etapa do tratamento.
  • Impacto na rotina e nos relacionamentos: a limitação progressiva de movimento pode afetar tarefas domésticas, o trabalho e até a independência em atividades compartilhadas com familiares, um aspecto que deve ser conversado abertamente na consulta.

Tratamento: da fisioterapia à prótese (artroplastia)

A abordagem é sempre progressiva, respeitando o grau de comprometimento articular e o impacto funcional na vida do paciente:

  • Tratamento conservador: analgesia, anti-inflamatórios sob orientação médica, fisioterapia para manutenção da mobilidade e fortalecimento muscular de proteção articular.
  • Infiltrações: utilizadas para controle da dor e melhora da função em fases intermediárias da doença.
  • Opções cirúrgicas: quando a artrose está avançada e o tratamento conservador não é mais suficiente, a cirurgia pode incluir desde a artroscopia, para casos selecionados de limpeza articular e tratamento de lesões associadas, até a artroplastia (prótese) de ombro ou cotovelo, indicada nos casos de degeneração articular avançada.

Sobre a prótese: a artroplastia não é a primeira opção terapêutica, mas uma alternativa segura e eficaz reservada para casos em que a degeneração articular já compromete significativamente a qualidade de vida, quando as demais medidas terapêuticas não trazem mais o controle adequado dos sintomas. Limitação importante: indicar uma prótese precocemente, antes de esgotar as medidas conservadoras adequadas, expõe o paciente a riscos cirúrgicos desnecessários; por outro lado, adiar excessivamente a indicação em casos já avançados pode comprometer o resultado funcional final.

Convivendo com a artrose antes da indicação cirúrgica

Grande parte dos pacientes com artrose de ombro ou cotovelo é acompanhada por anos com medidas conservadoras antes que a artroplastia seja sequer discutida. Nesse período, o acompanhamento periódico permite ajustar a fisioterapia conforme a evolução da dor, reavaliar a necessidade de infiltrações e monitorar a progressão radiográfica da doença. Esse acompanhamento contínuo é o que permite identificar o momento clinicamente correto para considerar a cirurgia, evitando tanto a indicação precoce quanto o adiamento excessivo em casos já avançados.

Quando procurar um ortopedista em São Paulo

Pacientes de Pinheiros e de outras regiões de São Paulo com dor articular progressiva no ombro ou no cotovelo, especialmente após os 50 anos ou com histórico de traumas prévios, devem procurar avaliação especializada para acompanhar a evolução da artrose e decidir, no momento certo, qual estratégia terapêutica é mais adequada.

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Perguntas frequentes

Artrose no ombro sempre exige colocar prótese?

Não. A prótese (artroplastia) é reservada para casos de artrose avançada, quando o tratamento conservador e as infiltrações já não controlam adequadamente a dor e a função. A maioria dos pacientes é acompanhada por anos com medidas não cirúrgicas antes de se considerar essa opção.

Este conteúdo substitui uma consulta médica?

Não. O conteúdo desta página tem finalidade educativa e não substitui exame físico, análise individualizada de exames de imagem ou definição de plano terapêutico por um médico.

Por que o diagnóstico de ombro e cotovelo precisa ser individualizado?

Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, e o mesmo achado em exame de imagem pode exigir condutas distintas conforme idade, nível de atividade e histórico do paciente. Por isso a avaliação clínica completa é indispensável.

Toda dor no ombro ou no cotovelo precisa de cirurgia?

Não. A maior parte das condições do ombro e do cotovelo responde bem ao tratamento conservador, com fisioterapia, medicação e, quando indicado, infiltrações. A cirurgia é reservada para casos específicos, definidos após avaliação criteriosa.

Como faço para agendar uma consulta com a Dra. Franciele Bernardo de Souza?

O agendamento é feito por telefone ou WhatsApp, no número (11) 93736-1885. Sempre que possível, leve exames de imagem anteriores para agilizar a avaliação na primeira consulta.

O atendimento substitui pronto-socorro?

Não. As informações deste site e o atendimento em consultório não substituem avaliação de urgência ou emergência em casos de trauma agudo, deformidade visível ou perda súbita de força e sensibilidade no braço.

O consultório da Dra. Franciele atende por convênio?

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Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.